{"id":725,"date":"2025-10-14T11:53:19","date_gmt":"2025-10-14T11:53:19","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/?post_type=featured_stories&#038;p=725"},"modified":"2025-11-27T21:49:54","modified_gmt":"2025-11-27T21:49:54","slug":"biodiversidade-e-sustentabilidade-no-brasil-o-potencial-estrategico-das-plantas-medicinais","status":"publish","type":"featured_stories","link":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/featured_stories\/biodiversidade-e-sustentabilidade-no-brasil-o-potencial-estrategico-das-plantas-medicinais\/","title":{"rendered":"Biodiversidade e sustentabilidade no Brasil: o potencial estrat\u00e9gico das plantas medicinais"},"content":{"rendered":"","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"featured_media":733,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"country":[58],"region":[56],"class_list":["post-725","featured_stories","type-featured_stories","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","country-brasil","region-americas"],"acf":{"first_session":{"background":"#b7c4a2","imagem":{"ID":809,"id":809,"title":"mapa-brasil","filename":"mapa-brasil.jpg","filesize":64710,"url":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil.jpg","link":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/featured_stories\/biodiversidade-e-sustentabilidade-no-brasil-o-potencial-estrategico-das-plantas-medicinais\/mapa-brasil\/","alt":"","author":"1","description":"","caption":"","name":"mapa-brasil","status":"inherit","uploaded_to":725,"date":"2025-11-27 16:45:23","modified":"2025-11-27 16:45:23","menu_order":0,"mime_type":"image\/jpeg","type":"image","subtype":"jpeg","icon":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-includes\/images\/media\/default.png","width":800,"height":533,"sizes":{"thumbnail":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil-150x150.jpg","thumbnail-width":150,"thumbnail-height":150,"medium":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil-300x200.jpg","medium-width":300,"medium-height":200,"medium_large":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil-768x512.jpg","medium_large-width":768,"medium_large-height":512,"large":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil.jpg","large-width":800,"large-height":533,"1536x1536":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil.jpg","1536x1536-width":800,"1536x1536-height":533,"2048x2048":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil.jpg","2048x2048-width":800,"2048x2048-height":533,"bg-header":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil.jpg","bg-header-width":800,"bg-header-height":533,"news":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil-290x150.jpg","news-width":290,"news-height":150,"stories-lg":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil-800x500.jpg","stories-lg-width":800,"stories-lg-height":500,"stories-sm":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/mapa-brasil-400x250.jpg","stories-sm-width":400,"stories-sm-height":250}},"content":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Brasil \u00e9 internacionalmente reconhecido por abrigar uma das maiores biodiversidades do planeta, distribu\u00edda entre biomas de elevada singularidade ecol\u00f3gica, tais como a Amaz\u00f4nia, o Cerrado, a Mata Atl\u00e2ntica, a Caatinga, o Pantanal e o Pampa. Essa riqueza natural, que compreende mais de 45 mil esp\u00e9cies vegetais descritas, representa um patrim\u00f4nio estrat\u00e9gico de valor incalcul\u00e1vel para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico do Pa\u00eds. A diversidade biol\u00f3gica brasileira sustenta ecossistemas essenciais \u00e0 vida e \u00e0 economia, prestando servi\u00e7os ambientais como regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, prote\u00e7\u00e3o de nascentes, poliniza\u00e7\u00e3o, equil\u00edbrio de solos e provis\u00e3o de recursos gen\u00e9ticos de interesse social, econ\u00f4mico e terap\u00eautico.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">No contexto dessa riqueza, as plantas medicinais constituem um eixo priorit\u00e1rio de integra\u00e7\u00e3o entre conserva\u00e7\u00e3o da natureza, inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e valoriza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos tradicionais. Desde os per\u00edodos pr\u00e9-coloniais, os povos ind\u00edgenas, comunidades tradicionais, quilombolas e ribeirinhas v\u00eam acumulando e transmitindo saberes sobre o uso terap\u00eautico da flora nativa, conformando um acervo de conhecimento tradicional associado de extrema relev\u00e2ncia para as pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade, ci\u00eancia e meio ambiente. Tais saberes, reconhecidos e valorizados pela Pol\u00edtica Nacional de Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (PNPIC) e pela Pol\u00edtica Nacional de Plantas Medicinais e Fitoter\u00e1picos e por diversos programas de bioeconomia e desenvolvimento regional, constituem uma base viva de inova\u00e7\u00e3o e soberania nacional sobre o uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A biodiversidade brasileira, al\u00e9m de expressiva, \u00e9 portadora de elevado potencial para a gera\u00e7\u00e3o de insumos farmac\u00eauticos, cosm\u00e9ticos e fitoter\u00e1picos. Estimativas recentes indicam que o Pa\u00eds concentra aproximadamente 20% de todas as esp\u00e9cies vegetais conhecidas no planeta. Entretanto, uma parte significativa dessas esp\u00e9cies ainda n\u00e3o foi devidamente estudada quanto \u00e0s suas propriedades qu\u00edmicas, farmacol\u00f3gicas ou ecol\u00f3gicas. Regi\u00f5es como a Amaz\u00f4nia, o Cerrado e a Caatinga abrigam uma diversidade ainda subexplorada, com in\u00fameras esp\u00e9cies de uso medicinal documentado apenas em registros orais e pr\u00e1ticas tradicionais. A conserva\u00e7\u00e3o desses biomas \u00e9, portanto, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para assegurar a continuidade das cadeias de conhecimento e inova\u00e7\u00e3o derivadas da flora brasileira.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>Refer\u00eancia: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/assuntos\/biodiversidade-e-biomas\">https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/assuntos\/biodiversidade-e-biomas<\/a><\/p>\n"},"second_session":{"background":"","imagem":false,"content":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora o uso popular de plantas medicinais esteja amplamente disseminado, o campo cient\u00edfico enfrenta o desafio de ampliar a valida\u00e7\u00e3o experimental e cl\u00ednica dessas esp\u00e9cies. Levantamentos recentes demonstram que apenas uma fra\u00e7\u00e3o das plantas tradicionalmente utilizadas possui comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica robusta. Pesquisas conduzidas por institui\u00e7\u00f5es nacionais de refer\u00eancia, em parceria com universidades e centros internacionais, v\u00eam identificando propriedades anti-inflamat\u00f3rias, antimicrobianas, antioxidantes e cicatrizantes em esp\u00e9cies nativas de diferentes regi\u00f5es do Pa\u00eds. As fam\u00edlias bot\u00e2nicas Fabaceae, Asteraceae e Lamiaceae destacam-se pelo n\u00famero de compostos bioativos j\u00e1 identificados e testados. Tais avan\u00e7os refor\u00e7am a necessidade de continuidade dos investimentos em pesquisa aplicada e biotecnologia, como vetores estrat\u00e9gicos de fortalecimento da bioeconomia nacional.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, a transforma\u00e7\u00e3o dessa riqueza natural em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e desenvolvimento sustent\u00e1vel ainda \u00e9 limitada. Apesar do expressivo patrim\u00f4nio biol\u00f3gico e do conhecimento tradicional acumulado, o Brasil tem participa\u00e7\u00e3o reduzida na produ\u00e7\u00e3o global de medicamentos e produtos naturais de base biol\u00f3gica. Essa lacuna decorre, em grande medida, da insufici\u00eancia de pol\u00edticas de incentivo, da descontinuidade de investimentos, da escassez de infraestrutura laboratorial e da complexidade regulat\u00f3ria associada ao acesso e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio gen\u00e9tico. Tais desafios evidenciam a necessidade de maior articula\u00e7\u00e3o entre os setores de meio ambiente, sa\u00fade, ci\u00eancia e tecnologia, de modo a garantir um ambiente institucional favor\u00e1vel \u00e0 pesquisa e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O marco legal que regula o acesso e o uso sustent\u00e1vel do patrim\u00f4nio gen\u00e9tico brasileiro constitui um instrumento essencial para a concilia\u00e7\u00e3o entre a conserva\u00e7\u00e3o ambiental, a pesquisa cient\u00edfica e a reparti\u00e7\u00e3o justa e equitativa de benef\u00edcios. A Lei n\u00ba 13.123, de 20 de maio de 2015, e seu regulamento \u2014 o Decreto n\u00ba 8.772, de 11 de maio de 2016 \u2014 estabelecem diretrizes para o acesso ao patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e ao conhecimento tradicional associado, bem como para a reparti\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios resultantes de sua utiliza\u00e7\u00e3o. Esse arcabou\u00e7o jur\u00eddico criou o Sistema Nacional de Gest\u00e3o do Patrim\u00f4nio Gen\u00e9tico e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen) e instituiu o Comit\u00ea de Gest\u00e3o do Patrim\u00f4nio Gen\u00e9tico (CGen), respons\u00e1vel por coordenar e deliberar sobre as pol\u00edticas de gest\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e normatiza\u00e7\u00e3o do setor.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O CGen atua como inst\u00e2ncia colegiada, de car\u00e1ter interministerial, vinculada ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, e \u00e9 composto por representantes de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e da sociedade civil. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 garantir que o uso do patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e dos conhecimentos tradicionais ocorra em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o nacional e os acordos internacionais dos quais o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio, em especial o Protocolo de Nagoya sobre Acesso a Recursos Gen\u00e9ticos e Reparti\u00e7\u00e3o Justa e Equitativa dos Benef\u00edcios Derivados de sua Utiliza\u00e7\u00e3o, sob a Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica (CDB). Entre suas atribui\u00e7\u00f5es est\u00e3o a elabora\u00e7\u00e3o de normas complementares, a an\u00e1lise de pedidos de acesso, o acompanhamento de projetos de bioprospec\u00e7\u00e3o e o fomento \u00e0 transpar\u00eancia e \u00e0 rastreabilidade das pesquisas realizadas com recursos gen\u00e9ticos<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Refer\u00eancia: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/assuntos\/bioeconomia\/patrimonio-genetico\/conselho-de-gestao-do-patrimonio-genetico-cgen-1nacionais.\">https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/assuntos\/bioeconomia\/patrimonio-genetico\/conselho-de-gestao-do-patrimonio-genetico-cgen-1nacionais.<\/a><\/span><\/p>\n"},"third_session":{"imagem":{"ID":814,"id":814,"title":"flor","filename":"flor.jpg","filesize":109251,"url":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor.jpg","link":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/featured_stories\/biodiversidade-e-sustentabilidade-no-brasil-o-potencial-estrategico-das-plantas-medicinais\/flor\/","alt":"","author":"1","description":"","caption":"","name":"flor","status":"inherit","uploaded_to":725,"date":"2025-11-27 16:49:12","modified":"2025-11-27 16:49:12","menu_order":0,"mime_type":"image\/jpeg","type":"image","subtype":"jpeg","icon":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-includes\/images\/media\/default.png","width":1000,"height":800,"sizes":{"thumbnail":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor-150x150.jpg","thumbnail-width":150,"thumbnail-height":150,"medium":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor-300x240.jpg","medium-width":300,"medium-height":240,"medium_large":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor-768x614.jpg","medium_large-width":768,"medium_large-height":614,"large":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor.jpg","large-width":1000,"large-height":800,"1536x1536":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor.jpg","1536x1536-width":1000,"1536x1536-height":800,"2048x2048":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor.jpg","2048x2048-width":1000,"2048x2048-height":800,"bg-header":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor.jpg","bg-header-width":1000,"bg-header-height":800,"news":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor-290x150.jpg","news-width":290,"news-height":150,"stories-lg":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor-900x500.jpg","stories-lg-width":900,"stories-lg-height":500,"stories-sm":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/flor-400x250.jpg","stories-sm-width":400,"stories-sm-height":250}},"content":"<p><span style=\"color: #ffffff;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dos avan\u00e7os alcan\u00e7ados com a consolida\u00e7\u00e3o do SisGen e das normativas complementares, o processo de implementa\u00e7\u00e3o ainda apresenta desafios significativos. A limita\u00e7\u00e3o de recursos financeiros e humanos, a sobreposi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias institucionais e a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o e monitoramento s\u00e3o aspectos que demandam fortalecimento institucional. Al\u00e9m disso, persistem dificuldades operacionais que afetam o registro de projetos de pesquisa e o cumprimento das exig\u00eancias de reparti\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios, especialmente no caso de pequenas empresas e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino e pesquisa. Nesse contexto, \u00e9 fundamental que as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o sejam acompanhadas por medidas de apoio t\u00e9cnico e capacita\u00e7\u00e3o, promovendo o equil\u00edbrio entre a seguran\u00e7a jur\u00eddica, o incentivo \u00e0 pesquisa e a prote\u00e7\u00e3o dos direitos das comunidades detentoras de saberes tradicionais.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O acesso ao patrim\u00f4nio gen\u00e9tico brasileiro n\u00e3o deve ser interpretado como um obst\u00e1culo, mas como um instrumento de soberania e de gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos nacionais. A regulamenta\u00e7\u00e3o existente busca assegurar que os benef\u00edcios econ\u00f4micos, tecnol\u00f3gicos e sociais resultantes da utiliza\u00e7\u00e3o desses recursos sejam revertidos em prol da conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e do bem-estar coletivo. A reparti\u00e7\u00e3o justa e equitativa de benef\u00edcios constitui, portanto, um princ\u00edpio estruturante das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 bioeconomia, \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos tradicionais. \u00c9 imperativo, assim, que o Estado brasileiro continue a fortalecer os mecanismos institucionais de governan\u00e7a e que estimule parcerias intersetoriais voltadas \u00e0 sustentabilidade e \u00e0 inclus\u00e3o social.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">No campo da sustentabilidade, o uso racional e respons\u00e1vel das plantas medicinais deve ser orientado por princ\u00edpios de manejo ecol\u00f3gico, conserva\u00e7\u00e3o da diversidade gen\u00e9tica e respeito \u00e0s pr\u00e1ticas culturais das comunidades locais. A coleta e o cultivo de esp\u00e9cies devem observar normas t\u00e9cnicas que evitem a sobreexplora\u00e7\u00e3o e assegurem a regenera\u00e7\u00e3o natural dos ecossistemas. O fomento \u00e0 produ\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, cooperativa ou familiar de plantas medicinais, aliado \u00e0 certifica\u00e7\u00e3o de origem e \u00e0 rastreabilidade dos produtos, constitui uma estrat\u00e9gia eficaz para reduzir a press\u00e3o sobre popula\u00e7\u00f5es silvestres e gerar alternativas de renda sustent\u00e1vel. De igual modo, o incentivo \u00e0 economia circular e ao aproveitamento integral dos recursos naturais \u2014 incluindo subprodutos e res\u00edduos de processos produtivos \u2014 contribui para o fortalecimento de cadeias produtivas locais e regionais.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica tem papel determinante na consolida\u00e7\u00e3o de um modelo de desenvolvimento que concilie conserva\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o. A integra\u00e7\u00e3o entre as \u00e1reas de biologia, qu\u00edmica, farmacologia, engenharia e ci\u00eancias sociais \u00e9 essencial para a gera\u00e7\u00e3o de conhecimento e o aprimoramento de tecnologias voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de fitoter\u00e1picos, cosm\u00e9ticos naturais e bioinsumos. O fortalecimento da infraestrutura de pesquisa, o investimento em forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos qualificados e a amplia\u00e7\u00e3o de parcerias p\u00fablico-privadas s\u00e3o medidas priorit\u00e1rias para a consolida\u00e7\u00e3o de uma bioeconomia baseada em evid\u00eancias cient\u00edficas e comprometida com a sustentabilidade ambiental e social.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e a valoriza\u00e7\u00e3o das plantas medicinais demandam, portanto, pol\u00edticas p\u00fablicas cont\u00ednuas, integradas e territorialmente articuladas. Iniciativas locais e regionais \u2014 especialmente em biomas como a Amaz\u00f4nia, o Cerrado e a Caatinga \u2014 demonstram que \u00e9 poss\u00edvel aliar o uso sustent\u00e1vel \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de conhecimento e \u00e0 inclus\u00e3o socioecon\u00f4mica. Tais experi\u00eancias evidenciam que a biodiversidade brasileira pode constituir um eixo estrat\u00e9gico para o desenvolvimento de tecnologias sustent\u00e1veis, desde que sustentada por a\u00e7\u00f5es coordenadas entre o Estado, a comunidade cient\u00edfica e a sociedade civil organizada.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O fortalecimento do CGen, a consolida\u00e7\u00e3o do SisGen, a amplia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de incentivo \u00e0 pesquisa e o apoio \u00e0s comunidades guardi\u00e3s da floresta e da biodiversidade s\u00e3o prioridades para a consolida\u00e7\u00e3o de um modelo de desenvolvimento sustent\u00e1vel, \u00e9tico e inclusivo. O Brasil det\u00e9m condi\u00e7\u00f5es \u00edmpares para se afirmar como lideran\u00e7a mundial na transi\u00e7\u00e3o para uma economia verde, pautada na sustentabilidade, na inova\u00e7\u00e3o e na justi\u00e7a socioambiental. As plantas medicinais, como express\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia, natureza e cultura, simbolizam esse compromisso e representam uma das chaves para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro equilibrado entre o desenvolvimento humano e a conserva\u00e7\u00e3o da vida em todas as suas formas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SEFwGcJYbbg?si=6vQY5tDqQV1-yjTn\" width=\"100%\" height=\"500\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n"}},"lang":"en","translations":{"en":725},"pll_sync_post":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/featured_stories\/725","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/featured_stories"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/featured_stories"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/featured_stories\/725\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":826,"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/featured_stories\/725\/revisions\/826"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=725"},{"taxonomy":"country","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/country?post=725"},{"taxonomy":"region","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.teste.tmgl.org\/americas\/wp-json\/wp\/v2\/region?post=725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}